O Brasil vive hoje um momento de mudança de ciclo. Após 30 anos de vivência democrática, lidamos com o desafio de fazer coletivamente o balanço preciso dos avanços e limites desse percurso e traçar os caminhos para uma nova agenda pública comum, que possa levar-nos adiante e que aponte a trilha de desenvolvimento desejada para o país.

Esta não é tarefa de nenhum ator ou setor em particular, mas de toda a sociedade brasileira. Sendo assim, o Investimento Social Privado também tem um importante papel a desempenhar para a construção dessa nova pauta social, política, econômica e ambiental.

Mas, afinal, quais seriam então as principais contribuições do ISP para a formação de novas agendas e convergências no país? Para dar luz a esse questionamento, o redeGIFE convidou os conselheiros do GIFE a refletirem sobre o tema e apontarem possíveis caminhos.

Diante das características e da forma como o ISP tem atuado, veja quais são as apostas dos conselheiros para 2018:

  • Desempenhar um papel estratégico na consolidação de políticas públicas que permitam mudanças estruturais no país, com avanços concretos no campo do desenvolvimento sustentável.
  • Abrir novos caminhos para a melhoria da qualidade da vida da população, investindo em modelos mais iguais, sustentáveis e justos.
  • Alavancar e fomentar a inovação social entre os mais diversos setores da sociedade, tendo em vista que pode assumir riscos e agendas mais complexas e que visem mudanças sistêmicas.
  • Ampliar as fronteiras dos temas mais tradicionais de atuação, olhando com atenção aos assuntos que são desafios do século XXI: as novas tecnologias, as mudanças climáticas, as questões identitárias (raça, diversidade, gênero etc.), a formação de lideranças jovens etc.
  • Estar atento e atuar de forma cada vez mais próxima das demandas da sociedade, trazendo também estas diferentes vozes que se ampliam para o debate e inserindo-as nas políticas públicas.
  • Ter como norte de sua atuação a busca pela equidade, a fim de reduzir e enfrentar as desigualdades do país.
  • Estabelecer um diálogo cada vez mais articulado junto às empresas.
  • Investir em ações de parceria, colaboração e união de esforços que se traduzem em mobilização e impacto.
  • A partir de uma atuação coordenada, em rede, com agendas compartilhadas, propiciar a convergência de esforços institucionais a fim de contribuir para o atingimento de metas nacionais e internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
  • Atuar de forma a valorizar e consolidar a democracia no Brasil.

Confira alguns depoimentos dos conselheiros sobre as contribuições do ISP e o momento atual do país:

“O ISP tem um potencial de inovação, capacidade de articulação e mobilização em torno de grandes temas e, ainda, a possibilidade de dar continuidade e sustentação a processos em curso nos momentos de transição política”
– Beatriz Azeredo, diretora de Responsabilidade Social da Globo

 

“Precisamos provocar o sonho das pessoas para sempre além do que já foi sonhado e começar a persegui-los. As agendas e convergências vem a reboque desse movimento, elas são vivas e mudam em função dele”
– Marcos Nisti, CEO do Instituto Alana

 

“O país (e o mundo) enfrenta desafios que exigem a repactuação de convergências entre os diferentes, papel nada trivial de se construir em tempos delicados em que vivemos”
– Fábio Deboni, gerente executivo do Instituto Sabin

 

“As novas tecnologias proporcionaram a pluralidade de vozes na esfera pública cada vez maior. A sociedade tem mais meios de participar, expor suas demandas e lutar por elas. E o ISP é um importante ator nesta sociedade e deve trazer as suas demandas, a sua pressão e a sua voz, canalizando essas visões de mundo e de sociedade nas políticas públicas”
– Neca Setubal, presidente do Conselho da Fundação Tide Setúbal

 

“Acredito que uma das contribuições mais importantes que o ISP pode dar neste momento ao país trata-se da articulação em torno do desenvolvimento e implementação de projetos, por todo o território nacional, de formação de lideranças jovens em todas as classes sociais. As juventudes no país são potentes e diversas. Tem energia e criatividade. Conhecem seus territórios, mazelas, necessidades, desafios e riquezas. Lideranças jovens são estratégicas e fundamentais para a criação de soluções efetivas, contundentes, ainda não imaginadas. Fermento para o nosso tecido social, produto de uma parceria inteligente entre o investimento social privado, governos e a sociedade civil organizada”
– Mônica Pinto, gerente de desenvolvimento institucional da Fundação Roberto Marinho

 

“O investimento social privado representa um elo importante entre as corporações e a sociedade. A formação de novas agendas é uma consequência natural dessa relação, que tem se tornado mais próxima e duradoura, um reflexo do amadurecimento da atuação destes investidores e do momento político-econômico que vivemos”
– Leonardo Gross, diretor da Fundação ArcelorMittal

 

“Com atuação qualificada em importantes demandas sociais, culturais e ambientais do Brasil, as organizações que gerem investimento social privado são importantes elos entre diferentes setores da sociedade. Enquanto impulsionam áreas com necessidades de desenvolvimento, transferindo recursos e/ou viabilizando projetos, lançam luz sobre caminhos viáveis para políticas públicas que podem garantir o futuro sustentável e consistente do país, endereçando seus principais desafios”
– Maria de Lourdes Nunes, diretora executiva da Fundação e Instituto Grupo Boticário

Novas agendas e convergências do Brasil

O debate sobre as contribuições do ISP para as novas agendas e convergências do país será foco justamente da X edição do Congresso GIFE, a ser promovida de 4 a 6 de abril de 2018. O tema central será: Brasil, democracia e desenvolvimento sustentável.

GIFE 22/01/2018

 

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